quarta-feira, 19 de abril de 2017

Primeiras Rodas de Leitura de Imagens em Campo Largo

Realizamos as primeiras Rodas de Leitura de Imagens juntamente aos participantes dos Grupos infantojuvenis (07 a 14 anos) do CRAS Ferraria. Uma Viagem da Gravura ao Graffiti agradece o entusiasmo e a participação das turmas da manhã e da tarde! 

Gratidão ao apoio da Equipe de Coordenação das atividades culturais de Campo Largo; e também ao acolhimento atencioso de toda a equipe do CRAS Ferraria. 

Atividade com os grupos para crianças e adolescentes do CRAS Ferraria.
Fotos: Bruna Mesquita (Acervo UVGG - 26/04/2017)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A Difusão do papel pelo mundo



Dando continuidade à postagem anterior, o papel foi inventado pelos chineses. A sua fabricação ficou em segredo por mais de 5 séculos até que...


751 d.C.
A tecnologia da fabricação de papel deixou de ser monopolizada pelos chineses em     751 d.C, quando eles entraram em conflito com os árabes, instalados em Samarkanda - cidade que recebia caravanas provenientes da China - aprisionaram 2 chineses que conheciam a arte do papel e a trocaram pela sua liberdade. Os árabes, por sua vez, aprimoraram a fabricação do papel e o tornaram largamente produzido em Bagdá, Damasco, Cairo e mais tarde no Marrocos, Espanha e Sicilia.


Documento de fabricação árabe - Biblioteca da Universidade de Leiden/Holanda

No entanto, no início, não tinham fibras frescas, de maneira que para produzir papel extraíram a matéria prima de suas antigas almofadas (panos, tecidos); logo usaram peneiras feitos de bambu e fabricaram folhas delgadas recobertas com pasta de amido. Este papel era de aparência fina e resistia muito bem à escrita.


800-900
Curiosamente, o papel apareceu no Egito – país criador do papiro - em volta do ano de 800 d.C. (700 anos depois de que o papel fora criado pelo chinês T'sai Lun). Sua fabricação nesse país foi iniciada 100 anos depois.


1085
A difusão do conhecimento sobre a produção do papel artesanal acompanhou a expansão muçulmana ao longo da costa norte da África até a Península Ibérica. Assim como assumiram o papel de guardiões e disseminadores do saber clássico ocidental. São responsáveis por recuperar, copiar e disseminar a maioria dos textos gregos - que conhecemos somente por esta enorme contribuição - por vezes checando e corrigindo os dados encontrados, gerando base para os trabalhos originais de pensadores islâmicos.



Livraria da Era de Ouro Islâmica


Página manuscrita do Alcorão - Séc. XII

Manuscrito trilingue (Grego, Latim e Árabe) - Encontrado em Palermo/Itália, 1130-1153


Como consequência, os árabes deixaram uma forte influência cultural e tecnológica na região. Os primeiros moinhos de papel europeus foram construídos na parte árabe da Espanha. O material foi gradativamente adotado na Europa, substituindo o pergaminho.


historia_papel_5.jpg
Pergaminho e o livro


Os espanhóis passaram a conhecer também a técnica de dobrar papéis que ficou conhecida como papiroflexia.  Desde então, o processo básico de fabricação do papel foi sendo sofisticado  - quanto à texturas, cores, maleabilidade, resistência - e se expandiu por toda a Europa e o resto do mundo.


Continuaremos mais uma viagem na próxima postagem - A Evolução do papel!

Fontes utilizadas: 







segunda-feira, 10 de abril de 2017

Do papiro ao papel - Surgimento do Papel na China



Diversos materiais foram utilizados para dar suporte à comunicação escrita e aos modos de registrar a história e a memória dos povos: cavernas, pedras, barro, argila, madeira, folhas e cascas de árvores, até mesmo cascos, dentes e ossos, além da pele/couro de animais, plantas (como o papiro), bambu e seda. Estes quatro últimos últimos foram os que antecederam a invenção do papel na forma como o conhecemos na atualidade. E o processo para se chegar a este produto imprescindível para a evolução da humanidade foi criado na China.

Infográfico encontrado no Google Imagens


3000 a.C.
Ainda que as origens do papel remontem à criação do papiro no Egito, há aproximadamente 3000 a.C. - e a materiais com características similares ao papel, como o pergaminho - por volta do século VI a.C. os chineses já produziam um papel de seda branco próprio para pintura e para escrita, porém muito frágil.

 Papiro com gravura - Antigo Egito

105 d.C.
Somente  quase 5 séculos depois, em 105 anos depois Cristo (d.C.), a partir de uma mistura de produtos primeiramente feitos de polpação de redes de pesca e de trapos, e depois, de misturas e pastas de materiais que continham fibras vegetais, T’sai Lun (funcionário imperial da Dinastia Han Oriental) criou e aprimorou técnica de fabricação que deu origem ao papel mais resistente, portanto mais durável, e que se tornou uma das maiores invenções chinesas.

Primeiros papéis chineses


O papel foi inventado em 105 d.C., por esse alto funcionário da corte imperial, na dinastia Han (206 ªC.-220 d.C.), numa época que correspondia, no Ocidente, ao reinado do imperador Trajano.

Gravura chinesa


400 d.C.
Enquanto isso, na Europa, no IIIº séc. a.C., o papiro foi substituído pelo pergaminho. O nome vem de Pérgamo (cidade da Ásia) onde havia pergaminhos de boa qualidade, resistência e duração.
Muito mais resistente e caro do que qualquer outro material similar ao papel até então conhecido no ocidente, as peças ficavam presas em correntes. Se escrevia ocupando todo o espaço possível escrevendo tudo junto e em forma maiúscula. Isso tornava a tradução bem difícil.

Os monges copistas usavam pergaminhos feitos de peles de animais (geralmente de ovelha, cabra ou vaca.), para reproduzir livros à mão. O uso do formato códex (ou códice - unia pergaminhos sobre o mesmo assunto, num único volume. Daí surgiu o nome “código” que indica “maneira de facilitar a leitura de algo”) começou a ser difundido, tornando o uso do pergaminho complementar, pois era muito mais fácil costurar códices de pergaminho do que de papiro. Uma conseqüência fundamental do códice é que ele faz com que se comece a pensar no livro como objeto, identificando definitivamente a obra com o livro.

Este monges eram homens dedicados em período integral a reproduzir as obras, herdeiros dos escribas egípcios ou dos libraii romanos. Nos monastérios era conservada a cultura da Antiguidade.


Monge copista no fim da Idade Antiga - entre pergaminhos e códices
O códice é um avanço do rolo de pergaminho, e gradativamente substituiu este último como suporte da escrita. O códice foi substituído pelo livro.

600 d.C
A técnica do papel, devido ao seu comércio ser muito lucrativo, foi mantida em segredo por quase ou mais de 5 séculos até que os japoneses a descobriram na ocasião em travaram contato com monges budistas coreanos

O japoneses e coreanos deram sequência a fabricação de forma manual, de acordo à antiga tradição; e  aperfeiçoaram com o tempo este processo.

No ano de 750 d.C. os conhecimentos para a fabricação do papel chegaram a Ásia Central, o Tibete e a Índia.



sexta-feira, 7 de abril de 2017

Em breve estaremos em Pinhais!


Início das atividades de Uma Gravura ao Graffiti junto à Equipe do Departamento de Cultura de Pinhais - Marcos Oliver, Kátia Lainetti e Fabiane Bueno.

A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas sorrindo 

Nenhum texto alternativo automático disponível.

 Centro Cultural Wanda Dos Santos Mallmann.
 
(Fotos: Bruna Mesquita e Felipe Pacheco - Acervo UVGG, 2017)

 

 http://www.pinhais.pr.gov.br/semel/

https://www.facebook.com/vivaculturaesporteelazerpinhais/


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Iniciando as atividades em Campo Largo!



Estivemos hoje na Casa da Cultura de Campo Largo, a divulgar Uma Viagem da Gravura ao Graffiti ao lado da equipe do Departamento de Cultura: Professora Lindamir Ivanoski, Elisane Azevedo, Roseli e Roseli! 

As atividades no município estão sendo agendadas e poderão ter início ainda em abril.

   (Fotos: Bruna Mesquita - Acervo UVGG, 2017)


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Papiro - o precursor do papel

 
Como já mencionamos em outra postagem, o termo “papel” vem do latim “papyrus”, graças à planta egípcia Cyperus Papyrus da família das Ciperáceas, cujas folhas serviam como recurso para os escritos dos egípcios, gregos, romanos e civilizações do Oriente Médio, como os hebreus e babilônios, entre os anos de 3.000 a.C. e o século V d.C. O que fez com que o papiro se tornasse o precursor do papel.
 
Os egípcios obtinham o papiro a partir da planta aquática de mesmo nome (chamada thuf no antigo Egito). Ela é considerada sagrada e abundantemente encontrada no delta do Nilo.

O uso das partes da planta era versátil. De sua casca e fibras, os artesãos fabricavam cestos, redes e até mesmo pequenas embarcações (através da formação de feixes). Cozido, era também utilizado como alimento pelas pessoas mais pobres e também para alimentar o gado.
Uma vez que seu miolo era transformado em papiro,  os escribas egípcios escreviam textos, gravuras e registravam desde as contas do império aos feitos dos faraós. 


Papiro de Abusir O mais importante conjunto de documentos administrativos que sobreviveu do Império Antigo, V dinastia (c. 2465 a 2323 a.C.)

O papiro em rolo era um dos principais produtos de exportação do Antigo Egito. O tamanho variava entre os 12,5 x 12,5 cm e entre os 22,5 x 37,5 cm. Cada folha era unida à outra, formando rolos de 6 e 9 m, ainda que tenham sido encontrados rolos com comprimentos superiores aos 40 m.
 

A técnica de fabricação do papiro


No Egito se fabricava o papiro a partir de fibras retiradas do miolo esbranquiçado e poroso do talo: cortavam-no em finas lâminas que, depois de secas, eram mergulhadas em água com vinagre para ali permanecerem por seis dias, para eliminar o açúcar. Esse material era martelado, o que ativava a goma natural da planta que, então, unia as tiras. Outra vez secas, as lâminas eram ordenadas em forma transversal, nas quais se friccionava, batendo e polindo contra uma peça de pedra pome para dar mais suavidade a sua textura. Na sequência, eram colocadas entre dois pedaços de tecido de algodão, sendo então prensadas por mais seis dias. E é com o peso da prensa que as finas lâminas se misturavam homogeneamente para formar o papel amarelado, pronto para ser usado. O papiro pronto era, então, enrolado a uma vareta de madeira ou marfim para criar o rolo que seria usado na escrita, a qual dava-se paralelamente às fibras.
 

Rolo de papiro

 
Apesar de sua fragilidade, encontrados pelos arqueólogos nas pirâmides egípcias, muitos chegaram até os nossos dias. E, sem dúvidas, são considerados um dos legados mais importantes da época faraônica à civilização.

Fontes:
http://sdi.letras.up.pt/uploads/pdfs/Papiro.pdf
http://www.suapesquisa.com/pesquisa/papiro.htm 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

UVGG - 2ª Versão - Região Metropolitana de Curitiba


Renovação das propostas do projeto UVGG

Durante as Rodas de Leitura de Imagens da primeira versão do projeto, foram levantadas demandas que incentivaram a incrementação de suas ações. Em 2016, uma segunda versão foi elaborada e se classificou em 8º lugar no Edital 001/2014 do Programa de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná (PROFICE) - da Secretaria de Cultura do Estado do Paraná. A aplicação das atividades será realizada em 3 municípios da Região Metropolitana de Curitiba: Campo Largo, Almirante Tamandaré e Pinhais.


Marca Oficial do UVGG - Região Metropolitana de Curitiba -2017

Além de dar continuidade as Rodas de Leitura de Imagens - como forma de levar informações para mitigar o crime de pichação a partir de uma abordagem dinâmica e interativa da história do Graffiti - também dá acesso ao debate com os jovens, estabelecendo um canal para a pluralidade de experiências na diferenciação entre crime, vandalismo e cidadania.

Aliados a essas Rodas, para o âmbito do municípios participantes, foram desenvolvidos produtos específicos como um meio de atender e ampliar as propostas iniciais. O que inclui a Oficina de Leitura de Imagens para Educadores e a Revitalização de Espaços Degradados. Permanecem entre as ações: a doação de Livros com identificação gráfica do projeto para os Acervos de Bibliotecas e Perfil nas redes sociais para interação com participantes, como banco de dados e subsídios para pesquisas relacionadas as temáticas tratadas.

Nos processos de pós produção e execução, a equipe do projeto recebe solicitações e recomendações por parte de profissionais e educadores das mais diferentes esferas de atuação que têm um trabalho voltado aos adolescentes (além da Rede Pública de Ensino, Instituições educacionais diversas, Centros de Assistência Social - CRAS, Grupos de Convivências, programas e outros projetos), reafirmando para equipe de Uma Viagem da Gravura ao Graffiti a sua capacidade inovativa nas ações e o seu potencial de levar o projeto para mais localidades no Paraná.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Uma Viagem da Gravura ao Graffiti agora na Região Metropolitana de Curitiba.


É com grande satisfação que informamos ao público que o Projeto Uma Viagem da Gravura ao Graffiti, contemplado no Edital 001/2014 da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, por meio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná (PROFICE), entra em execução pela terceira vez. Graças ao esforço e comprometimento cívico da nossa equipe e à Secretaria Municipal de Educação e Cultura Campo Largo, representado pelo Professor Avanir Mastey, e na postura de Marcus Preis, Presidente da Companhia Campolarguense de Energia, que pela renúncia fiscal, incentiva integralmente a nossa importante missão de levar informação e acesso à arte para a Região Metropolitana de Curitiba.


Muito obrigado, Campo Largo!

Mãos à obra! 

(Foto: Acervo UVGG, 2016)